Existe uma cor que, todo mês de maio, deveria nos fazer parar. O laranja que toma fachadas, camisetas e perfis nas redes sociais não é decoração, é um grito coletivo por crianças que, muitas vezes, não conseguem gritar sozinhas.
O Maio Laranja é a campanha nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, institucionalizada por lei em 2000. O marco é o dia 18 de maio, data escolhida em memória do caso de Araceli Crespo que se tornou símbolo da luta pela proteção da infância no Brasil.
Os números de 2026 não permitem indiferença: são dezenas de milhares de notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes registradas todo ano no país. E o cenário digital ampliou ainda mais esse risco dados da UNICEF mostram que uma em cada cinco crianças entre 12 e 17 anos já sofreu algum tipo de abuso ou exploração online.
A violência nem sempre aparece com marcas visíveis. Ela chega pelo silêncio repentino, pela criança que deixa de brincar, pelo adolescente que se fecha, pelo medo de um adulto específico que antes era “natural”. Reconhecer os sinais é o primeiro passo para proteger.
A proteção da infância não é pauta de uma data. É um compromisso diário da família, da escola, do vizinho, do colega de trabalho, da empresa e principalmente da sociedade.
Se você souber ou suspeitar de algum caso, denuncie: Disque 100 (gratuito e disponível 24h).


